terça-feira, janeiro 12, 2010

À menina de Feira (de Santana)

Tem uns olhos lindos a menina de Feira,
E um sorriso encantador.
Como fiquei feliz em rever o rosto, em sentir o cheiro, em beijar o gosto,em abraçar o corpo da menina de Feira.

Ela estava lá esperando por mim, olhando um ônibus e outro,
Coração palpitante, talvez, sentidos em suspensão como os meus.
As mãos tremiam de leve, eu senti ao tocá-las, o rosto sereno
Me lembrava caminhadas na praia, pôres-do-sol e risadas de intimidade.

Estava linda em seu vestido florido e bolsa de sisal nas mãos
Me esperando na rodoviária, olhando um ônibus e outro, a menina de Feira.
Há quanto não nos víamos, a menina de Feira e eu; quantos mares,
Quantos lugares deixamos de viver juntos.
Mas agora estávamos ali, parados, diante um do outro,
Cheios de recordações e saudades, cheios de sentidos renascidos.
Ah! aquele vestido florido da menina de Feira.

Queira Deus que em breve eu volte a ver o rosto lindo,
A sentir o cheiro de flores, o corpo viçoso, moreno, querido
Da minha menina de Feira.

domingo, janeiro 10, 2010

Eu sou aquele dos olhos tristes que ninguém entende.
Que te cantou sonatas ao luar
Que te beijou o colo arfante
Que ouviu de tua boca os sussurros
Que roçou teus lábios quentes.

Dos furacões fiz brisas que te tocassem as faces
Do mar revolto e sombrio te fiz serenatas
Para que pudesses ir em paz e quando fosses,
Te lembrasses de mim, das noites acordadas.

“Nesta vida há tanta dor, nessas dores tantas lições”,
Assim o dizem. Mas deixar partir a quem se ama corta
A alma como lâmina, tira o ar, explode tudo por dentro.
Mas na vida, a gente aprende mesmo é quando chora.

Certas noites eu me pego pensando que o amor só vinga se for livre.
Por isso te deixo ir, por isso me deixo ficar,
Por isso sou aquele dos olhos tristes que ninguém entende.
E no fim das contas percebo que gosto mesmo é de ficar só.

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Tervetuloa Turkuun! Turku, a cidade da margarida gigante.

“Perplexidade” – essa é a palavra que toma conta de nós quando ouvimos falar de ataques terroristas. Pois, é difícil entender, por exem...