sábado, junho 14, 2014

Glendalough & Kilkenny - Travel Ireland - Viage pela Irlanda

(scroll down the page for the English version)
Glendalough:  (pronunciado /gléndalók/ ) quer dizer "Glen dos dois lagos". Um lugar que evoca não somente a natureza, mas a contemplação que leva à paz do espírito, que faz você viajar nas árvores milenares, nos caminhos centenários enquanto o vento frio beija seu rosto de forma quase espiritual. Passear pelas ruinas dos tempos de São Kevin e de outros santos irlandeses, sentar-se sobre a relva, caminhar por picadas abertas na mata, ou mesmo entrar no restaurante/hotel para esquentar-se com um bom chocolate ou sopa quentes se o dia estiver frio, é um transporte a outro tempo, a um lugar de sonhos, do tipo que a gente vê em filmes de época e contos de fadas.
Você pode ir a Glendalough, que fica nas montanhas de Wicklow, de carro ou de ônibus fretado - tem empresas de ônibus que fazem o passeio por 45 euros. Geralmente, os passeios são feitos para Kilkenny e Glendalough. O turista, que viajar com as empresas de turismo, passará o dia inteiro em viagem. Os ônibus saem do Centro de Dublin às 6h e retornam às 20h. É um passeio imperdível para quem vai à Irlanda.
Torre redonda - round tower
Glendalough foi estabelecida no século 6 depois de Cristo, por São Kevin, como local monástico do cristianismo celta. Por isso, as ruinas serão sempre de igrejas e cemitérios onde se pode ver as cruzes celtas e a evocação à adoração de Deus. Outra atração no local é uma das famosas torres redondas - round towers - que estão por toda a Irlanda. Essas torres eram usadas estrategicamente como local de estoque de riquezas e proteção em tempos de guerras. É incrível contemplá-las e pensar na história que elas, em seus muros milenares de pedras, encerram.
Outra opção para quem visita o local é escalar montanhas - a subida, feita em cordas de alpinismo, pode chegar a 100 m. - ou então fazer trekking.


Centro de Kilkenny com Saint Mary's Church ao fundo
Kilkenny: vem do gaélico "Cin Chainnigh" que significa "a igreja de Canice" e leva este nome em homenagem a São Canice (ou Kenneth), um dos chamados Doze Apóstolos da Irlanda, por serem os homens responsáveis pela cristianização desse país. A cidade fica na província de Leinster, a aproximadamente 100 km (63 milhas) de Dublin e é cortada pelo rio Nore. 
Seguindo a tradição irlandesa, em Kilkenny o turista irá encontrar muitos monumentos de valor histórico e uma cidade extremamente organizada, limpa e de gente cordialíssima. Kilkenny foi um dos meus destinos favoritos na Irlanda. Não apenas pelo meu interesse em história e igrejas, mas também pela tranquilidade que o lugar exala. 
Andar por suas ruas medievais bem conservadas é como fazer uma viagem no tempo e estar entre duas realidades que não se excluem, ao contrário, se entrelaçam num quase sincretismo religioso. As pedras centenárias que formam a amurada da antiga cidade, que de um antigo assentamento monástico se transformou, através dos
Castelo de Kilkenny
séculos, numa das mais importantes cidades mercantes européias das Idades Média e Moderna, os fósseis de construções antigas, a velha arquitetura que resiste às eras, coexistem pacifica e harmonicamente com o asfalto novo atapetando as ruas, com os carros modernos, as placas e semáforos que alertam e guiam os transeuntes embevecidos; e os postes de luz cujo design lembra os tempos idos das lâmpadas a óleo e que estão em todo lugar, desde praças e ruas até às amuradas das pontes.
John's Bridge - Ponte sobre o rio Nore
O visitante, além de extasiado com a cidade em si e seus monumentos, é bem acolhido pela população que está sempre apta a iniciar uma conversa e matar tanto a nossa curiosidade sobre eles como nos encher de perguntas sobre o lugar de onde viemos. E isso pode ser feito tanto na rua, caminhando enquanto o vento frio ou a brisa leve nos tocam as faces, como dentro de um dos inúmeros restaurantes ou cafés espalhados pelo lugar. Há também ruas em que se escuta música tocada e cantada pelos chamados buskers e vê-se artistas de várias partes da Europa e do mundo.
Mas, para quem não se contenta em apenas observar os transeuntes que caminham tranquilos pelas ruas de Kilkenny, ou os artistas fazendo sua arte nas vielas e becos da cidade, pode visitar o castelo, jardins e igrejas que a transformaram em uma das grandes atrações da República Irlandesa. 
Para fazê-lo, pode optar por ir caminhando - a cidade não é grande e você, caminhando, tem a possibilidade de desfrutar muito mais do local - ou através de um trenzinho que te leva num tour de 10-15 minutos pelos locais mais importantes de Kilkenny - no trem você só passa pelos lugares, não pode parar e saltar para fotografar. Quando estive lá, custava 5 euros -. O trem é bom se você não tem muito tempo pra gastar pela cidade, mas, se o tempo não for um fator importante, prefira ir fazer uma caminhada. Garanto que irá lhe fazer um bem danado - tanto para a alma como para o corpo. 
Entre as atrações que você não pode deixar de ver, estão:
Castelo de Kilkenny e Jardim: o castelo foi erigido em 1195 e se manteve com a mesma estrutura
por centenas de anos. Durante a ocupação normanda, ele foi, junto com os muros e fosso ao seu redor, um elemento importantíssimo na defesa da cidade. O jardim do castelo é mais recente e serve de local de encontro para quem quer fazer piquenique, se exercitar, passear com os cachorros ou apenas relaxar desfrutando da beleza e tranquilidade que o local oferece.  
Saint Mary's Cathedral: É uma igreja gótica - como a maioria esmagadora das igrejas na República da Irlanda - que data de 1842 e está situada no ponto mais alto de Kilkenny - daí poder ser vista de várias partes da cidade. 
Saint Canice's Cathedral and Tower: o prédio atual data do século 13 d.C, é a mais longa catedral irlandesa e tem seu nome em homenagem a São Canice (ou Kenneth). Ao lado da igreja há uma das famosas torres redondas da Irlanda, esta datando, aproximademente, do século 9 d.C - de lá dá pra se ter uma visão espetacular da cidade. 
Rothe House - É um complexo único do século 17, construido entre 1597-1610, lá você ter uma ideia de como eram os jardins e pomares do século 17, além de ver artefatos e objetos do cotidiano da cidade de Kilkenny desde a Idade Média.
Dunmore (do gaélico, Grande Forte) Cave: É uma caverna de calcário aberta para visitação pública - paga-se uma taxa - e é de extrema importância histórica. Lá foram encontrados pinturas nas paredes, objetos que datavam da idade do bronze e restos mortais oriundos do massacre Viking ocorrido no ano de 928 d.C. Como se não bastasse tudo isso, o visitante aventureiro ainda pode desfrutar da experiência incrível que é percorrer o "Grande Forte". 
Dominican Black Abbey: Foi fundada em 1225, tem esse nome devido à capa preta utilizada por seus monges. Sua importância histórica se deve ao fato de a igreja ter sido estabelicida próxima ao rio que dividia a cidade em duas partes: possessão irlandesa e possessão inglesa.

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Glendalough: (pronounced /gléndalók/) means “Glen of the two lakes”. It’s a place that evokes not only nature, but also the contemplation that leads to the peace of spirit, which makes you travel into the beauty of the millenarian trees, the centenarian pathways while the chilly winds caress your face in an almost spiritual fashion. Walking around the ruins from the times of Saint Kevin and other Irish holy men, sitting on the meadow, promenading through the paths amid the woods, or even going into the restaurant/hotel to get warmed by a delicious cup of hot chocolate or soup if the day is cold, is like being transported to other times, to a place of dreams, the way we see in movies and in fairy tales.
Sign on a farm on the way to Glendalough
You can go to Glendalough, which is in the Wicklow Mountains, by car or tourist bus – there are some bus companies that offer the tour for 45 euros. Generally, the tours are to Glendalough & Kilkenny, the tourist, who travel with the bus companies, will be away all day long. The buses leave Dublin City Center at 6am and return at 8 pm. That’s a must-take tour for all of those who travel in Ireland.
Glendalough was stablished in the 6th century after Christ, by Saint Kevin, as a monastic land to Celtic Christianity. Therefore, the ruins will always be of churches and cemeteries where you can see Celtic crosses and feel summoned to worship.
Another attraction at the place is one of the famous round towers, which are almost everywhere in Ireland.
Those towers were used strategically as a place to stock treasures and as a haven in times of war. Contemplating those towers and thinking about the history that they enclose in their millenarian walls is an amazing experience.
Another option to those visiting the site is mountain climbing - the climb, made of cords pinned to the rocks, can go as high as 100 m. -, or even go trekking.

Kilkenny: comes from the Gaelic word “Cin Chainnigh”, which means “Canice’s church”, and the name is an homage to Saint Canice (or Kenneth), who is one of the so-called Twelve Apostles of Ireland for being the men responsible for the Christianization of the country. The city is in the province of Leinster, about 100 km (63 miles) from Dublin, and is built on both banks of the river Nore.
Keeping the Irish traditions, in Kilkenny the tourist will find many monuments of historical relevance and an extremely organized and clean city full of really friendly people. Kilkenny was one of my favorite destinations in Ireland. Not only because of my interest in history and churches, but also for the tranquility the place exudes. 
Walking its well preserved medieval streets is like taking a trip in time and being between two realities, which are not self-excluding, quite opposite, they are intertwined in an almost religious syncretism. The centenarian stones that form the wall of the old city, which, from an old monastic settlement, became one of the most important merchant European cities in the Middle and Modern Ages, the fossils of ancient constructions, the old architecture that stands in defiance of the passing eras, coexist peacefully and harmonically with the new pavement covering the streets like a smooth carpet, with the modern cars, the signs and traffic lights that alert and guide the enrapt passers-by, and the light poles – which are everywhere, from squares and streets to balustrades of bridges -, and whose design calls to mind the oil lamps of yester years.
The visitors, other than feeling enthralled by the city itself and its monuments, is really welcomed by the local population that seems to be always willing to engage in conversation and satisfy the curiosity about themselves and their city, as well as to ask us a load of questions about the place we come from. And that can be done both on the streets, walking while the chilly wind or the light breeze touches our faces, or in one of the numerous restaurants and cozy cafés all around the place. There are also streets where one can listen to good music performed by buskers and where one can see artists from various parts of Europe and the world.
But, for those who don’t get satisfied by only watching people passing by, calmly, through the streets of Kilkenny, or by observing the artists and musicians do their thing at the alleys and bystreets of the town, can visit the castle, gardens and churches that made the city one of the greatest attractions of the Irish Republic.
To do that, one can choose to walk – the town is not that big and you, walking, will have the
opportunity to enjoy more of the place -, or by taking a ride on a little train that will take you on tour around the city for 10-15 minutes, around the most important attractions – taking the ride, you’re only going to see the sites, you won’t be able to go off for pictures or anything. When I visited, it cost 5 euros -. The train is good if you don’t have much time to spare around town, however, if time is not an important factor, you should prefer to go for a ride. I can guarantee that it’ll only do you a lot of good – both to the soul and body.
Among the must-sees, you’ll have:
Kilkenny Castle and Gardens: the castle was erected in 1195 and kept the same structure for hundreds of years. During the Norman occupation, it was, together with the walls and pit around it, a very important element in the defense of the city. The garden of the Castle is more recent and serves as a gathering place for those who want to go on a picnic, practice sports, walk the dogs, or just relax and enjoy the beauty and quiet the place offers.
Saint Mary’s Cathedral: Is a Gothic church – as the biggest majority of the churches in the Republic of Ireland. It’s construction dates back to 1842 and it’s situated at the highest place in Kilkenny – hence it can be seen from various places around town.
Saint Canice’s Cathedral and Tower: the present building dates back to the 13th century a.C. it’s the longest cathedral in Ireland and has its name as an homage to Saint Canice (or Kenneth). Next to the church there is one of the famed round towers of Ireland, which dates back to the 9th century after Christ – from there one can have a wonderful panoramic view of the city.
View of the river from the Castle
Rothe House: It’s a unique building complex of the 17th century, built between 1597-1610, there you can have a good idea of what the gardens and orchards of the 17th century looked like. Besides that, you can also be in contact with artifacts and objects of the day-to-day life in Kilkenny city from the Middle Ages on.
Dunmore (from Gaelic, Great Fort) Cave: is a limestone cave open to public visitation – for a fee – and has extreme historic importance. There, they found paintings on the stones, objects which dated from the Bronze Age and the remains of locals slaughtered in the Viking massacre in the year 928 a.C. As if all of that was not enough, the tourist can also enjoy the incredible experience of visiting the “Great Fort”.
Dominican Black Abbey: was founded in 1225. Its name is due to the black cloaks worn by its monks. Its historic importance comes from the fact that the church was established next to the river that divided the city in two parts: the Irish Lands and the British Lands.  



domingo, abril 06, 2014

HOWTH, MALAHIDE & BRAY - TRAVEL IRELAND

(O vídeo está em inglês com legendas em português. The video is in English with Portuguese subs.
Scroll down the page for the text English version)
Recentemente a gente falou sobre coisas para fazer no Centro de Dublin, mas hoje a gente vai falar sobre lugares que são visitas obrigatórias ao redor de Dublin. 
A gente começa falando dessa linda e idílica vila chamada Howth onde eu fiz um dos meus melhores passeios no país. 

Howth - originalmente uma vila de pescadores ao norte de Dublin, ela tem se desenvolvido com o passar dos anos e se tornado um dos seus subúrbios mais agitados. Serviu também de cenário para filmes e séries de TV.
Como chegar lá?
Você precisa apenas pegar o DART (o trem) na estação Connolly ou na estação da Tara Street. A viagem leva aproximadamente 40-45 minutos. Nesse tempo, mantenha os seus olhos bem abertos porque você verá muitas paisagens bonitas. 
O que fazer em Howth?
Antes de tudo, é importante lembrar de que Howth era uma vila de pescadores e, antes disso, desde o século 14, um porto comercial. Portanto, o primeiro lugar para visitar é o porto propriamente dito. Lá você vai se deparar com diferentes tipos de embarcações e com marinheiros e pescadores trabalhando. O lugar é cheio de aves, especialmente gaivotas e patos. 
Outro tipo de animal que você vai encontrar lá são os leões marinhos. Eles nadam até próximo às embarcações e o cais. 
Depois de dar uma olhada ao redor, você pode sentar-se num café, que fica na área do porto, e tomar uma bebida quente para se aquecer - os ventos lá podem ser bem frios dependendo da época do ano em que você chegue. Você também pode pegar sua bebida e ir se sentar no cais para o ver o sol se pôr ou nascer dependendo da hora em que você estiver por lá.
Do pier você tem uma visão privilegiada da Ilha Ireland Eye e do farol de Howth, que é um dos mais pitorescos faróis que eu já vi.
Depois disso você pode ir para a Igreja Saint Mary e cemitério. Lá
você vai encontrar as ruinas desse templo antigo que foi construido cinco séculos atrás e também apreciar a vista maravilhosa que se tem de lá.
Daí, não deixe de visitar a prima donna de Howth, O Castelo, que foi erguido há mais de 700 anos. Histórias sobre o castelo, a família do barão Howth e fantasmas, são inúmeras. Portanto, se você se interessa por história e pela aura mística de sítios antigos, você tem de ir lá. Especialmente porque na área do castelo você encontrará esse dolmen tombado - uma tumba neolítica - que os entusiastas não podem perder.
Topo do  monte em Howth
Finalmente, suba a colina - a subida dura em torno de 20 a 30 minutos porque você vai querer ir parando  várias vezes para apreciar a vista de tirar o fôlego - de onde você tem uma visão panorâmica incrível e pode aproveitar para tirar fotos, abraçar seu amor e fruir do cenário magnífico.

Malahide - É uma vila bastante pitoresca situada no norte de Dublin e um lugar que vale a pena ver. Você pode ir lá de DART ou de ônibus. Você pode pegar o ônibus n. 42 para Portmarnock no Eden Quay ou no lado oposto a estação Connolly.  A viagem de ônibus dura
Malahide
aproximadamente 50 minutos, os quais você pode aproveitar para se apaixonar por Dublin um pouquinho mais.
Uma vez que você esteja lá, saia da estação e vá tanto dar uma volta pela cidade ou para o castelo de Malahide.
Se você optar em ir ao castelo, ele fica à sua direita quando você sai da estação do DART; se você for de ônibus, peça ao motorista para te deixar na entrada principal para o castelo.
Lá você tem um parque bacana onde as pessoas se reunem para correr, fazer piquenique, jogar futebol ou simplesmente bater um bom papo. Dando uma volta, você chega ao castelo e às ruinas da igreja e do cemitério, os quais ficam ao lado de uma praça de alimentação deliciosa e uma loja de souvenirs bem arrumada por onde você também pode se sentar, usar o sanitário e, obviamente, comprar e comer alguma coisa.
É preciso pagar uma taxa para entrar no castelo - cuja parte mais antiga data do século 12 - e no jardim botânico. Mas o parque de frente ao castelo é totalmente gratuito.
Do castelo você pode ir dar uma volta pela cidade cujas casas são coloridas, as pessoas acolhedoras e a zona do comércio agitada. Depois de caminhar, siga por uma das ladeiras que levam ao cais e a uma marina e sinta a brisa
refrescante vinda do mar, caminhe ao longo do cais e você chegará a uma praia de areia fina - venta muito por lá - onde você pode se sentar, passear, conversar com as pessoas ou ir para o outro castelo e continuar com sua visita histórica.
Eu gostei muito de Malahide por várias razões, eu costumava ir lá nos fins de semana pra relaxar e fotografar as pessoas e o lugar. Algumas vezes eu me sentava no cais e batia um bom papo com um morador local ou simplesmente meditava observando o mar e agradecendo a Deus por poder estar ali.

Bray - Considerada a area mais populosa da Irlanda, situa-se ao Sul de Dublin e é um resorte. Para chegar lá a partir do centro de Dublin, você pode pegar o DART na Estação Connolly ou na Estação da Tara Street - o bilhete de ida e volta me custou 5.8 euros. A palavra "Bray" não é inglesa - que significaria "zurrar" ou "zurro" -, mas vem do irlandês "Bré" que significa "Colina". O que quer dizer que você pode subir um monte até o topo e lá encontrará uma imensa cruz e uma vista fantástica do lugar.
De lá, você pode se dirigir para um dos cafés ou restaurantes ao pé do morro, ou simplesmente andar pelo calçadão à beira-mar, sentar-se e ver a vida acontecer ou simplesmente relaxar de frente à uma praia de pedrinhas e se divertir vendo as pessoas entrarem no mar e sairem tremendo por causa do vento (claro, dependendo da época do ano
em que você for lá -  eu fui no outono, estava frio demais).
Você também pode ir ao National Sealife Centre, que é um aquário muito bacana, com uma variedade de peixes e coisas relacionadas ao mar, e onde você pode comprar seus souvenirs.
Algo digno de nota é que Bray é palco de vários festivais durante o ano, especialmente durante o verão, e também foi a locação para filmes como Braveheart e Excalibur


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We have recently talked about things to do in Dublin city center, but today we're talking about three places there are a must-see nearby Dublin. 
We start by talking about this very beautiful, idyllic little village called Howth where I had one of my best trips in the country.
Howth -  was originally a fishing village on the north side of Dublin City, it has been developing over the years and become one of the most busy suburb districts of Dublin. It also served as shooting location for movies and TV series. 
How to get there? 
You just need to take the DART (the train) at Connelly Station or Tara Street Station. The trip will take you roughly 40-45 minutes. In the meantime, keep your eyes open because you are going to see many nice landscapes.
What to do in Howth? 
First and foremost, it's important to remember
that it was a fishing village and before that, from around the 14th century, a trading port, therefore, the first place for you to visit is the Harbor. There you will be able to see many different kinds of boats and barges, and fisherman and sailors working. The place is full of birds, specially seagulls and ducks. 
Another kind of sea animal that you are likely to see there are sea lions. They will come swimming very close to the boats and pier. 
After taking your gander around, you can sit by a sidewalk café, just across from the port, and have a hot drink in order to feel warmed up - the winds there can be really nasty depending on the time of year. Also, you can take your drink and go sit by the pier just to watch the ocean, the sun set or rise - depending on the time you get there. 
From the pier you can have a very nice view of the island of Ireland Eye and Howth Lighthouse, which is one of the quaintest lighthouses I have ever seen. 
After doing that, you can walk up to Saint Mary church and graveyard. There you'll have the ruins of this old temple that was built five centuries ago, and also take in the wonderful view we have from there. 
Then, don't fail to visit the prima donna of Howth, Howth Castle, which has been standing there for over 700 years. Stories about the castle, Lord Howth's family and ghosts are aplenty. So, if you are into history and old sites mystique, you just need to go there. Specially, because at the grounds of the castle, you have this collapsed dolmen - a neolithic portal tomb - that the enthusiasts should never miss seeing.
Finally, go up the hill - the climb is about 20 to 30 minutes because you will stop many times along the way in order to watch the breathtaking surroundings - from where you can have an astonishing panoramic view of the place while you take your pictures, hug your sweetheart and take in the magnificent landscape.

Malahide - Is a very quaint village situated on the north side of Dublin Co. and a place worth seeing.The trip by
bus will take you approximately 50 minutes, which you can use to fall in love with Dublin city a little more.
You can go there by DART or by bus. You can take the bus no 42 to Portmarnock at Eden Quay or across from Connolly Station.
Once you get there, leave the Station and either go for a walk around town or to Malahide Castle. 
If you opt to go to the castle, it's on your right as you leave the DART station; if you go by bus, ask the driver to drop you at the main entrance to the castle. 
There you'll have a very nice park where people get together to go jogging or on a picnic, play soccer (football) or just chat. Going around, you'll get to the castle itself and to the ruins of a church and graveyard, which is just by a delicious food hall and nice gift shop where you can also sit down, use the restroom and, of course, buy and refresh yourself. 
You have to pay a fee to go into the castle - whose oldest part dates back to the 12th century - and the botanic garden. But going to the park, just in front of the castle is totally free. 
From the castle you can go for a walk around the city whose houses are beautiful and colorful, and the people are nice going around the busy commerce zone. After doing your walking, just go down one of the slopes leading to the pier and a marina and let yourself feel the sweet sea breeze, just
walk along the pier and it'll take you to a nice sand beach - it's very windy there - where you can sit down, walk around, talk to people or go to another castle and keep on with your historic trip.
I loved Malahide for many reasons, I used to go there on the weekend just to unwind and photograph the place and people. Sometimes I sat down at the pier and had a nice talk with a local or just meditated watching the sea and thanking God for being out there. 

Bray - Considered to be the most populated area in Ireland, it is situated on the south side of Dublin city and is a seaside resort. To get there from Dublin City Center, you can take the DART at Connolly Station or Tara Street Station - the return ticket cost me at the time 5.80 euros. The name "Bray" is not English - which would mean "the loud and harsh sound (as of a donkey)" -, but it comes from the Irish word "Bré" that stands for Hill. It means that you can go for hike to the summit of Bray's Head where you'll have a huge cross and a wonderful view of the place.
From there, you can go to one of the cafés, or
restaurants on the foot of the hill, or just walk the seaside promenade, sit down and see life happens or just relax in front of the pebble (also called shingle) beach and get amused by people going into the sea and coming out shaking because of the wind (of course, depending on the time of year you go there - I went there in the fall, it was bitter chilly). 
Also, you can go to the National Sealife Centre, which is a very nice aquarium, with a variety of fish and sea related stuff, and where you can buy your gifts. 
Something worth of note is that Bray holds numerous festivals throughout the year, especially in the summer, and was also the location for movies such as Braveheart and Excalibur.

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quinta-feira, março 27, 2014

O que fazer em Dublin - Irlanda / What to do in Dublin - Ireland

 (VIDEO SUBS IN ENGLISH)
 

Vista de Dublin ao entardecer - outono 2014
Embora seja a capital da República da Irlanda e uma cidade totalmente cosmopolita - andando pelas ruas, em três minutos, você consegue ouvir uma variedade incrível de línguas de todos os continentes -, Dublin tem uma população de pouco mais de 500 mil habitantes e é um lugar onde as pessoas ainda são cordiais, atenciosas e onde o antigo e o moderno dividem espaço, harmoniosamente, entre si.
 
Daí, não haver falta do que fazer quando você estiver pela cidade. De restaurantes a cassinos (eles são legais na Irlanda); de parques a cinemas; de museus gratuitos a teatros de importância histórica, a praias; de castelos a igrejas; de ruinas antiquíssimas a galerias de Arte Moderna; de cafés à beira do Liffey a pubs no Temple Bar, a montanhas e colinas de tirar o fôlego. Basta apenas fazer sua escolha: Dublin (e a Irlanda) tem tudo isso e muito mais.
 
Fundada pelos Vikings - que lhe batizaram Duibh Linnia, significando piscina negra, por conta da encontro dos rios Liffey e Podle -, invadida pelos normandos, conquistada pelos ingleses, Baile Átha Cliath, ou a Cidade de Dublin, é um caldeirão cultural cheio de diversão e entretenimento onde moradores e turistas se encontram para compartilhar a vida de forma inesquecível.

Listo, abaixo, lugares obrigatórios para quem visita Átha Cliath, Dublin:
 

Vista da O'Connell Street com Spire ao fundo
City Center /Sity Sentâr/: No centro de Dublin, o visitante encontrará tudo. Uma vez que você estiver na O'Connell Street, que é a rua principal do Centro, os lugares para ir e coisas para fazer abundarão. Como referência, você pode ter o Spire, que é uma grande agulha encravada no centro da O'Connell e que se tornou o ponto de encontro para turistas, jovens e traficantes (fique ligado/a no pessoal de moletom com cara de zumbi). Daí, fica mais fácil se nortear e encontrar seus amigos para iniciar o passeio.
 
Se você se posicionar de frente ao Spire , com a estátua de O'Connell às suas costas, você terá à direita a Talbot street, onde há uma estátua de James Joyce, lojas, restaurantes e mercados; e à esquerda a Henry Street, onde você encontrará lojas de roupas a bom preço - mesmo as de renome internacional, como GAP -, flores, camelôs e shopping centers (Illac, Jervis).
A O'Connell é uma rua larga com um canteiro central pavimentado e com bancos e bancadas para sentar, comer e conversar. Em ambos os lados da rua você encontrará Fast-Foods, restaurantes, lojas de roupas e calçados, farmácias, bancos, casas de câmbio, Informação Turística e um cinema.

Pátio da Trinity College
Trinity College: Partindo da O'Connell St., com as costas na direção do Spire, é só você atravessar a Ponte O'Connell (atração histórica construída em 1880) e seguir sempre em frente pela Westmoreland Street até a College Green St. O que há de tão interessante para visitar numa universidade?

Livro de Kells - Abertura do Evangelho de S. João
Bem, primeiro é a universidade mais antiga da Irlanda, fundada em 1592, e, por isso, importantíssima tanto por razões históricas quanto arquitetônicas. Lá também você encontra o livro de Kells - considerado a peça principal do cristianismo irlandês, é um dos mais suntuosos manuscritos ilustrados da antiguidade, feito por monges no ano 800 depois de Cristo. Escrito em Latim Antigo contém os quatro evangelhos canônicos, ilustrações e iluminuras coloridas.
Além disso, a biblioteca da Trinity College com seu riquíssimo acervo, também serviu de cenário para ambientar algumas cenas do filme Harry Potter.
Ainda no Trinity College, os interessados em arte encontrarão uma galeria cujo acervo é maravilhoso.

Saindo da Trinity, você pode seguir pela Grafton Street, onde encontrará várias lojas de grifes internacionais e locais, assim como restaurantes e fast-foods. No entanto, a atração principal dessa rua são os chamados Buskers. Artistas extremamente talentosos que passam o dia e a noite regalando os transeuntes com sua arte que varia desde shows de música até street dance, passando por esculturas de areia. Vale a pena gastar algum tempo caminhando pela Grafton, não só pelos Buskers, restaurantes e lojas, mas também pelas faixadas dos prédios antigos.

Entrada do Saint Stephen's na saída
da Grafton Street
Saint Stephen's em dia de sol
Parques: Seguindo direto pela Grafton, você sai de frente ao Saint Stephen's Green. Um parque criado em 1663 por ordem real e que hoje existe como um dos locais favoritos para quem está no centro da cidade e quer relaxar, almoçar ao ar livre, estudar, ou apenas tomar um sol quando o tempo abre. O Saint Stephen's tem imenso valor histórico, uma vez que foi tomado pelos rebeldes durante a Revolta da Páscoa como reduto da resistência irlandesa contra os ingleses, em 1916. Outra grande atração deste parque é a enorme variedade de aves aquáticas que se encontram lá. Desde patos e gaivotas até cisnes e galinhas
St Stephen's Green no outono
d'água, dentre outros. Uma observação a esse respeito deve ser feita, no entanto: se você for ao parque para um lanche na relva ou nos bancos, tome cuidado com os pássaros - pombos e gaivotas se acercarão de você e muitos deles tentarão roubar sua comida. Eu mesmo vi uma gaivota roubando o sanduiche de um rapaz que estava distraído sentado no banco ao meu lado. Aproveite, ao sair do St Stephen's, para olhar os prédios ao redor. As faixadas vitorianas, embora não sejam originais, são muito interessantes de observar. Entre os prédios, embora de arquitetura moderna, está o Saint Stephen's Green's Shopping Centre. É uma boa opção também.

Outro parque maravilhoso é o Phoenix. Ele está um pouco distante do centro, mas ainda assim você pode ir andando - e aproveitar para caminhar pelas ruas tranquilas da cidade e observar as várias pontes e faixadas das casas e edifícios ao redor. Se você preferir não ir a pé, volte à O'Connell Street e pegue o ônibus número 66 (ou então vá aqui: http://www.dublinbus.ie/en/Route-Planner/Route-Planner/ ) e planeje sua rota.
O Phoenix é o maior parque urbano da Europa, um lugar para você andar, sentar, fazer piquenique, jogar futebol, correr, pedalar (você pode alugar uma bicicleta) e visitar o zoológico que fica no centro do parque. Se você preferir, pode sentar-se num dos bancos e esperar que os cervos se aproximem. Eles andam livres por lá.

Esses são os dois mais importantes. Mas você pode ir a outros parques também, há inúmeros deles espalhados por toda a cidade.


National Museum - Archeology
National Museum - Archeology
Museus e Galerias de Arte: Todos os museus e galerias em Dublin são gratuitos. Isso significa que você pode ter um dia de descobertas e cultura clássica. Eu visitei a maioria deles e recomendo todos. O Museu de História Natural, por exemplo, tem mais espécies de animais empalhados do que o de Londres. O acervo é riquíssimo. E não só isso, é agradável andar pelas salas, onde o material está disposto com toda a informação a respeito do objeto observado em inglês e gaélico. Para chegar lá é fácil. Estando no Saint Stephens', é só você pegar a direita e ir andando.  Se estiver no Trinity College, é só sair pelo portão de acesso à Kilkenny Street e pegar a rua em frente (as ruas são bem sinalizadas com indicação de lugares importantes a visitar). No museu de Arqueologia, há múmias de milhares de anos antes de Cristo, torcs, sapatos de madeira, canoas, jóias, relicários, e tantos outros artigos de curiosidade para quem gosta de história.


National Museum - História e Artes Decorativas
Mas o melhor de tudo é que todos eles estão no centro a uma distância relativamente pequena um do outro. Quando estiver em Dublin, faça questão de visitar: O National Museum of Ireland: Arqueologia; Artes Decorativas e História; História Natural; Arte Moderna. Vá também ao Wax Museum (museu de cera) - que fica próximo ao Trinity College, ao lado do Bank of Ireland. Vale a pena também conferir o Writers' Museum (subindo a O'Connel com a Parnell), o Veleiro Jeanie Johnston e o Museu da Fome, a Galeria Nacional da Irlanda, Dublinia, e tantos outros (veja mais opções de museus aqui: http://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g186605-Activities-c49-Dublin_County_Dublin.html#TtD).
 

Região do Temple Bar
Pubs e Dance Clubs: Visitar Dublin e não ir a um pub irlandês é a mesma coisa de visitar Salvador sem subir o Elevador Lacerda. Por todos os lugares aonde você passar haverá um pub aberto especialmente para você. Seja ao longo dos Quays como The Bachelors Inn e The Workman's Club, ou na região do Temple Bar como o Fitzsimons, O'Neil, The Quays Bar, ou The Temple Bar  (há inúmeras outras opções, mas eu pessoalmente recomendo esses), o ambiente é alegre, descontraído e as pessoas extremamente respeitadoras. Nesses lugares você vai ouvir música ao vivo - irlandesa tradicional e algumas vezes músicas pop ou rock conhecidas - enquanto toma um pint de Guiness ou outra marca de cerveja irlandesa - você também pode tomar água (que é gratuita), refrigerante ou algum cooler, como Smirnoff ice, etc. O pint de Guiness vai variar de 2.5 a 6 euros dependendo do dia e local.
Já os dance clubs estão espalhados pela cidade. Próximo a região do Temple Bar, na George Street, há o The George (para o público LGBT - e geralmente frequentado por homens acima dos 45) e o The Dragon (também para o público LGBT - embora pessoas de todas as orientações sexuais se juntem lá para curtir o som e a
noite). Próximo ao Saint Stephen's Green, seguindo direto pela lateral do parque, você encontra o D2 e, ao lado oposto, o Dicey's. Este último é o reduto de estudantes brasileiros às terças à noite - também conhecidas como Brazilian Night -, nesse dia o pint de Guiness custa 2.5 euros e se ouve música brasileira mixada junto com músicas internacionais. Se você preferir, pode ir ao Dicey's no sábado, há pouquíssimos brasileiros nesse dia, mas um pint custa 6 euros. Um pouco mais afastado do centro, há um dance club chamado The Village, também muito bem frequentado e com música bacana.

SLANTÉ - "SAÚDE"
Há uma observação a ser feita, porém: os seguranças, chamados bouncers, podem não permitir sua entrada se você não estiver vestido/a apropriadamente (geralmente a entrada de pessoas vestindo jeans e camiseta e calçando tênis e sandálias (femininas) não é permitida) ou se eles acharem que você está bêbado/a. Não adianta insistir, os caras não permitirão sua entrada e pronto. Outra coisa a se chamar a atenção é que os menores de 19 anos geralmente não podem entrar em dance clubs. Às vezes eles permitem, às vezes não. Mas eles sempre irão pedir um documento de identificação - que pode ser seu passaporte, sua carteira de motorista, ou RG brasileiro. Sem problema.

Mas o melhor de tudo isso na noite de Dublin é fazer amigos!

Se vocês tiverem alguma dica legal, me avisem ;)

VISITEM: www.marciowaltermachado.com.br